Arquivo da categoria Humor

Aquilo deu nisso

Marina da Silva

(Paródia de “Marina Morena”, de Dorival Caymmi)

 

Marina, morena

Da Silva, você se enganou

Marina, o PT é uma fraude

Que o Lula inventou

Não pense que a Dilma tem jeito

Que jeito não tem

Marina, você candidata

Não tem pra ninguém

 

Me aborreci com o Sarney

Já não posso falar

E quando eu não falo, Marina

Nem quero lembrar

Eu já engoli muita coisa

PV não arranjava outra igual

Bem-vinda, Marina da Silva

Pra cortar o mal

O mal do PT

O mal do PT

 

Aquilo deu nisso - 6

Águas da crise

(Paródia de “Águas de Março”, de Tom Jobim)

 

É pau, é ferro, é o fim dos caminhos

É o euro, é o dólar, despencando sozinhos

É o caos, é o Bush, é Obama, é Mckain

É um exit ou push, é o mal, é o bem

É a crise chegando, é um nó, roubalheira

O discurso do Lula é uma grande canseira

Mamadeira de banco, tombo na financeira

É a bolsa afundando, hora da rezadeira

É ministro falando uma nova besteira

É a figa, oração, é a macumba primeira

É a bolsa subindo, é conversa de feira

O dinheiro do povo é a poupança caseira

Tá de volta a inflação, risco de quebradeira

Passarim, passarão, papagaio na esteira

É uma vela pra Deus, é uma vela pro cão

É um despacho pra santa globalização

É o fundo perdido, é o fim do pavio

O meu bolso fodido, tá furado e vazio

É um desfalque, é um cheque, é sem fundo o desconto

FMI tá voltando, o vigário e seu conto

É um juro indigesto, é uma prata brilhando

É o ouro amanhã, desemprego arrochando

É a lenda, é o mito, é o fim do lulismo

É a bolsa família, chega de populismo!

É o projeto do homem, é o plano na lama

O poder diaraque, é a cana, é a cana

É um abraço no Chávez, é um chute no Sam

É um beijo na Dilma, pra depois de amanhã

São as águas da crise molhando o PT

É a promessa, um deslize, o que é que vai ser?

É uma sombra, é pré-sal, tem petróleo no mar

O governo não quer Petrobras pra explorar

São as águas da crise molhando o PT

É a promessa da volta do PSDB

É pau, é ferro, é o fim do império

E o resto da grana é um tremendo mistério

É um abraço no Chávez, é um chute no Sam

É um beijo na Dilma, pra depois de amanhã

São as águas da crise molhando o PT

É a promessa, um deslize, o que é que vai ser?

 

 

 

Aquilo deu nisso - 5

Sem partido

(Paródia de “Sem compromisso”, de Geraldo Pereira e Nelson Trigueiro)

 

Você só vota com ele

E diz que é do meu partido

Assim me sinto traído

Eu vou é dar um piti

Propina pouca é real

Não faça papel de honesto

Pra não haver mais protesto nem CPI

 

Quando o Lula manda

Uma nova “emepê”

Você me diz:

- Sim, isso é coisa do PT

E vai votando com ele

Fiel e servil

Justifica o voto:

- Foi por causa do Brasil!

 

Aquilo deu nisso - 4

Trenzinho da Alegria

(Paródia do “Trenzinho do Caipira”, de Villa-Lobos e Ferreira Gullar)

 

Lá vem o trem da alegria

Já vem roubando o Brasil

País da hipocrisia

De um povo cordato e gentil

 

Lá vem o trem de Brasília

Esfinge da embromação

Decifram no Legislativo

No Executivo

A corrupção

 

E mentem para a televisão

Roubando e enganando a nação:

- Eu não, eu não…

 

Aquilo deu nisso - 3

Saudade do Ayrton

(Paródia de “Saudade da Bahia”, de Dorival Caymmi)

 

Ai, ai que saudade do Ayrton Senna

Ai, vejo o Rubinho e sinto muita pena

Bem, esse menino é mesmo um marcha lenta

A gente torce e o coração rebenta

Mas o seu carro vive sempre atrás do alemão

 

Ai, se eu não torcesse tanto não sofria

Ai, essa carroça sempre dá defeito

Ai, Galvão Bueno todo satisfeito

Ainda diz que tá tudo direito

Que o rapaz, capaz, ainda pode vencer

 

Ponham-se no meu lugar

E saibam que eu vi Fittipaldi correr

Primeiro grande campeão

Depois chegou a vez do Nélson Piquet

Vejam que falso o Galvão

E lembrem do Ayrton naquela explosão

Pobre de quem acredita

Que o carro do Rubinho ainda vai vencer

 

 

 

Aquilo deu nisso - 2

Samba do Alemão

(Paródia do “Samba do Avião”, de Tom Jobim)

 

INTRODUÇÃO:

Ê, Jobim/SOS em terra e no ar

Pavuna salve os seus, Providência vamos tomar 

Êta miséria brava nos morros a dominar

Ê, Cabral, vê se aprende a nos governar…

 

Minha alma chora/ Vejo o Rio de Janeiro

Tô querendo ir embora

Tem Beira-Mar/ TC, CV

Muita manchete na TV

 

Crise social/ Bala perdida, estado incompetente

Este samba é pra dizer/ Tô cansado de te ver

Maltratado a chorar/ Teu povo todo a lamentar

Rio do pó/ É só cheirar

Dentro de mais algum tempo estaremos sem solução

(Rio de Janeiro, Rio de Janeiro/ Tá acabando…)

 

Crise social/ Bala perdida, estado incompetente

Este samba é pra dizer/ Tô cansado de te ver

Maltrado a chorar/ Teu povo todo a lamentar

Aperta o terço/ Hora de rezar

Os home atirando/ Olha o mundo acabando/ Valha-me Deus!

- Eu não…

 

Aquilo deu nisso

Garota Melancia

(Paródia da “Garota de Ipanema”, de Jobim e Vinicius)

 

Olha que coisa mais feia/ A garota se acha

Igual melancia/ Que dança e agacha

Rebola e balança pra quem quiser ver

 

Usa biquini gigante/ Toma sol na laje

Com ar provocante/ Num funk covarde

Renega a memória da MPB

 

Ai, por que estou tão nervoso?

Ai, por que o funk é tão chato?

- Ah, preconceito barato!

Se bom gosto for mesmo um pecado

Vou para o inferno amarrado

 

Ah, se ela soubesse/ Que enquanto desliza

Na pista de dança/ Se desvaloriza

E fica mais feia por causa do creu…

 

Se for da operadora telefônica, disque zero.
Se for da seguradora, morri.
Se for seqüestro, não aceito devolução.
Se for caridade, pode depositar na minha conta bancária.
Se for do banco, devo, não nego, pagarei quando puder.
Se não for de nenhum desses lugares, desculpe, mas foi engano.